quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

CDHEC premia iniciativas de responsabilidade socioambiental e lança nova Revista Guajiru


“Um ano não muito fácil, mas que se transformou em vitórias e superação”, assim foi descrito 2014 na fala do coordenador e professor de jornalismo do Ponto de Cultura TEAR, Alessandro Amaral, durante seu discursos de lançamento da quarta edição da Revista Guajiru nessa quarta-feira, 4 de fevereiro, no Centro de Cultura de Gostoso. O evento encerrou oficialmente as atividades socioculturais desenvolvidas pela ONG referentes ao ano anterior, com cerimônia de entrega da 2ª edição do Prêmio CDHEC, música, teatro, cinema e dança, além de grande público e presença de autoridades locais e estaduais.

A noite transpirou cultura e trouxe reconhecimento às iniciativas de sucesso nas áreas de cultura, cidadania, ecologia e direitos humanos através do 2º Prêmio CDHEC de Responsabilidade Socioambiental, idealizado pelo coordenador da entidade e que transcende a esfera das organizações não governamentais. Esse ano a honraria foi materializada em um belíssimo troféu confeccionado em acrílico e entregue às instituições e pessoas que contribuíram com o desenvolvimento social, cultural e ambiental em São Miguel do Gostoso. A novidade dessa edição foi a participação de personalidades locais e estaduais que subiram ao palco para realizar a entrega simbólica, entre eles, o Padre Fábio dos Santos, a prefeita de Gostoso, Fátima Dantas, e o presidente da Fundação José Augusto, Rodrigo Bico.

A comenda de Direitos Humanos foi entregue ao “Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa” do MEC (Ministério da Educação), representado na cidade pela Secretaria Municipal de Educação, devido o suporte, planejamento e acompanhamento pedagógico fornecido aos alfabetizadores locais. Pela segunda vez consecutiva, o Prêmio CDHEC de Ecologia vai para a ONG AMJUS e seu importante trabalho de preservação das tartarugas marinhas nas praias do município. A categoria Cultura reconheceu a iniciativa valorosa do empresário Gustavo Tittoto em recuperar e entregar o novo Centro de Cultura de Gostoso à população. O premiado em Cidadania foi o professor de Karatê, Cristiano Nunes, e seu trabalho social através do esporte que forma novos cidadãos e cidadãs, além de trazer reconhecimento para a cidade em competições estaduais. Esse ano teve um 5º troféu, uma homenagem especial concedida à Elizabete Marinho (RJ) por seu incentivo e contribuição às ações do CDHEC e Espaço TEAR.

As atrações culturais entrecortaram a entrega dos prêmios e dinamizaram o evento. As apresentações musicais dessa noite ficaram a cargo do grupo instrumental SóMelodia, projeto mantido pela AMJUS, e da banda de forró pé-de-serra de Dedé de Malária, que encerrou a cerimônia. No audiovisual foram exibidos os filmes “10 Anos do CDHEC” e “O Contador de Causos”, ambos produzidos na cidade. O teatro trouxe Mateus e Catirina, interpretados por Suanes Silva e Fernando Miranda, membros do grupo Nois na Rua, do Espaço Espaço TEAR. A apresentação de dança foi do grupo Dançarte, da ONG Aslírio. E as poesias foram declamadas por Cinthia Matos e Maria Auxiliadora, do CDHEC.

A Revista Guajiru nº 4 foi lançada em clima de festa, com direito a coquetel e animação musical no saguão do Centro de Cultura de Gostoso. O público aguardou ansioso para pegar seu exemplar após o discurso do editor da publicação, Alessandro, que encerrou o evento e concluiu oficialmente as atividades relacionadas a 2014 do CDHEC. A noite contou ainda com debate de abertura sobre cultura, promovido pela Fundação José Augusto e comandando por Rodrigo Bico, atual presidente da instituição.

A Revista Guajiru nº 4 foi publicada graças ao importante apoio da empresa de energia eólica Voltália / Copel e de empresários locais que veicularam anúncios publicitários nas páginas da publicação. O evento de lançamento e entrega do prêmio contou com apoio da Prefeitura Municipal, Rádio Gostoso FM e Maria Maré Moda e Artesanatos. O CDHEC e Espaço TEAR dispõem do apoio cultural da Pousada dos Ponteiros e da Prefeitura de São Miguel do Gostoso.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dever cumprido: Auto de Natal tem segundo dia marcado por confraternização e reprise do espetáculo


A noite deste domingo (28) foi marcada pela reprise do Auto de Natal na Praia da Xêpa, apesar de algumas diferenças em comparação ao primeiro dia, o espetáculo continuou sendo um sucesso reunindo desta vez 600 pessoas (número estimado).

As diferenças mais significativas provavelmente foram vistas pela minimização do nervosismo da estreia, muito se comentou que o final da trama foi bem mais solto e leve. O som também foi elevado depois de algumas reclamações na primeira noite.

Ao se despedir de Gostoso, os diretores, Beto Vieira e Anna Celina, afirmaram que estavam satisfeitos com o resultado do espetáculo e que, com certeza, a direção do Auto de Gostoso serve como marco na carreira dos dois.

O Padre João Maria, que prestigiou o evento destacou: “cultura e educação formam cidadãos e ter esses variados ramos culturais e organizações juntos é importante para São Miguel do Gostoso”.

Mais tarde o grupo se reuniu para uma confraternização com todo o elenco, além de alguns colaboradores. Foi um momento de comemoração pelo sucesso e pela vitória de preparar uma hora de show em apenas um mês.

Texto: Ailton Rodrigues
Foto: Alessandro Amaral

Auto de Natal tem primeira noite cheia de emoção e com direito a premiação de protagonismo juvenil

Iniciativa de Dominique Pastore premiou Fernando Miranda, mas a noite foi abrilhantada por mais de 50 atores encenando um grande espetáculo nas areias da Praia da Xêpa.

A primeira noite do Auto de Natal de Gostoso, neste sábado (27), nas areias da Praia da Xêpa, foi cheia de emoções, afinal ainda não havia sido visto o tamanho da pluralidade cultural, nem as surpresas reservadas pelos diretores Beto Vieira e Anna Celina para o público, que prestigiou em grande número. Cerca de 800 pessoas (número estimado).

Foram 68 atores contando com os diversos grupos que se envolveram no projeto, como o Boi de Reis, o Pastoril e a Chegança. Os diretores construíram todas as cenas com o cuidado para envolver os espectadores e transportá-los ao tempo bíblico. “A ideia é justamente mostra a pluralidade cultural, porque somos ‘multi’ e não ‘uno’, somos cultura popular, erudita, pop” afirma a diretora Anna Celina.

Foi um mês de preparação para um espetáculo que durou aproximadamente uma hora, dezenas de figurinos e adereços confeccionados com todo cuidado e carinho para mostrar ao público a singela encenação do nascimento de Jesus.

Aparentemente, a única coisa que foi um pouco confusa foi o áudio dos diálogos que em certo momento ficou baixo, mas logo foi normalizado.

Para Aíris Vital, que interpretou Maria, “sabemos que não foi igual, mas a gente tentou passar a essência e acho que isso foi alcançado, então a minha expectativa foi superada porque o público de São Miguel do Gostoso é ótimo”.

No fim da peça, a outra grande surpresa foi a premiação de protagonismo juvenil do ano, denominado de “Prêmio Ponta do Santo Cristo”. A iniciativa foi idealizada por Dominique Pastore e seu marido Wolfgang Losch que chega a sua nona edição em 2014 e foi entregue ao ator Fernando Miranda que se emocionou ao discursar agradecendo a honra de receber o prêmio.

Texto: Ailton Rodrigues
Foto: Pedro Corso

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O brilho do “Oscar” no apagar das luzes

QUINTO DIA: Apesar de blackout atrapalhar um pouco os planos, Mostra de Cinema tem filme coroado por indicação brasileira no Oscar 2015 como principal atração da noite.

Uma palavra que resume o quinto dia da Mostra de Cinema, nesta segunda (18), é tranquilidade, o único detalhe mais tenso foi o blackout que paralisou por alguns minutos a Mostra Competitiva. O gerador teve que ser ligado para sanar o problema, mas a cidade ficou com uma capacidade baixa de eletricidade que ocasionou em luzes fracas nas residências e ruas no escuro.

Porém, a noite também foi marcada pelo filme brasileiro indicado para a pré-lista do Oscar 2015. “Hoje Eu Não Volto Sozinho” contou a história de um menino cego que se apaixona por outro menino. De maneira bem simples e envolvente trata homossexualismo e deficiência com grandes doses de naturalidade, afinal deveria ser tratada assim mesmo. O público “quebrou o protocolo” e aplaudiu a obra em dois momentos e não apenas no final, como já virou rotina na Mostra.

Pela manhã tivemos a Sessão Infantil, destacando o conhecido curta “Calango” do diretor Alê Camargo, já de tarde o destaque foi a obra potiguar “Sailor” do Victor Ciriaco. Os curtas da noite também foram bons, assim como o outro longa metragem “Ela Volta Na Quinta” que fechou os trabalhos. Uma curiosidade é que este longa foi gravado com a família original e a esposa verdadeira do autor André Novais Oliveira.

O Contador insere você dentro da Mostra de Cinema e já vai se aquecendo porque nesta terça vamos conhecer os vencedores da Mostra!

Até lá!

Fonte: O Contador de Causos. (Ailton Rodrigues - CDHEC / Espaço TEAR)
Foto: Pedro Corso de Albuquerque (CDHEC / Espaço TEAR)

Pra cabra nenhum botar defeito



QUARTO DIA: Mostra de Cinema tem dia marcado por encanto nas obras nordestinas e pela marca conquistada de 50 horas de programação.

A Mostra de Cinema de Gostoso já tinha o que comemorar, mas ganhou um motivo a mais para concluir a festa nesse último domingo (16), isso porque a programação entre debates e sessões bateu a marca de 50 horas.

Além disso os filmes que mais chamaram a atenção do público foram os nordestinos, que já vem recebendo elogios pelo avanço significativo na construção das suas obras. Na Mostra Panorama além de todos os maravilhosos curtas, foi o único longa da tarde, chamado “Tatuagem”, que roubou a cena. O pernambucano Hilton Lacerda retratou a realidade da arte em meados de ditadura militar com direito a polêmica e tudo.

A noite na Mostra Competitiva o público foi imerso em cinco grandes obras de três estados (Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Norte). “Marina Não Vai a Praia” foi singelo ao ter como protagonista uma menina com síndrome de down e o detalhe é que ela chegou a falecer depois da obra finalizada, causando comoção na leitura da dedicatória do curta. Na sequência, o enigmático “Deserto Azul” que tem cenas gravadas no deserto do Atacama no Chile.

Já na segunda sessão da noite tivemos o curta potiguar “O Menino do Dente de Ouro” que retratou o despertar da adolescência em um menino por meios um tanto ilegais. No “Poeira de Prata no Escuro do Quarto” foi revelado que é importante ter um sorriso no rosto.

No fechamento da noite, o ápice com o longa “A História da Eternidade” que já vinha com o detalhe de ter a maior duração desta edição da mostra com 120 minutos, e simplesmente encantou o público fazendo mergulhar no sertão pernambucano carregado de crenças, preconceitos e músicas maravilhosas.

Outro grande detalhe do filme é a qualidade da fotografia que de maneira impar colocou o espectador na realidade nordestina, méritos ao diretor de fotografia Beto Martins. Ele disse em entrevistas anteriores que havia se inspirado nas cores das pinturas de Caravaggio, do século XVI.

A Mostra de Cinema está transformando a rotina das pessoas em São Miguel do Gostoso e o Contador de Causos está junto para contar a você todas essas histórias.

Até a próxima!

Fonte: O Contador de Causos. (Ailton Rodrigues - CDHEC / Espaço TEAR)
Foto: Pedro Corso de Albuquerque (CDHEC / Espaço TEAR)