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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

CDHEC premia iniciativas de responsabilidade socioambiental e lança nova Revista Guajiru


“Um ano não muito fácil, mas que se transformou em vitórias e superação”, assim foi descrito 2014 na fala do coordenador e professor de jornalismo do Ponto de Cultura TEAR, Alessandro Amaral, durante seu discursos de lançamento da quarta edição da Revista Guajiru nessa quarta-feira, 4 de fevereiro, no Centro de Cultura de Gostoso. O evento encerrou oficialmente as atividades socioculturais desenvolvidas pela ONG referentes ao ano anterior, com cerimônia de entrega da 2ª edição do Prêmio CDHEC, música, teatro, cinema e dança, além de grande público e presença de autoridades locais e estaduais.

A noite transpirou cultura e trouxe reconhecimento às iniciativas de sucesso nas áreas de cultura, cidadania, ecologia e direitos humanos através do 2º Prêmio CDHEC de Responsabilidade Socioambiental, idealizado pelo coordenador da entidade e que transcende a esfera das organizações não governamentais. Esse ano a honraria foi materializada em um belíssimo troféu confeccionado em acrílico e entregue às instituições e pessoas que contribuíram com o desenvolvimento social, cultural e ambiental em São Miguel do Gostoso. A novidade dessa edição foi a participação de personalidades locais e estaduais que subiram ao palco para realizar a entrega simbólica, entre eles, o Padre Fábio dos Santos, a prefeita de Gostoso, Fátima Dantas, e o presidente da Fundação José Augusto, Rodrigo Bico.

A comenda de Direitos Humanos foi entregue ao “Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa” do MEC (Ministério da Educação), representado na cidade pela Secretaria Municipal de Educação, devido o suporte, planejamento e acompanhamento pedagógico fornecido aos alfabetizadores locais. Pela segunda vez consecutiva, o Prêmio CDHEC de Ecologia vai para a ONG AMJUS e seu importante trabalho de preservação das tartarugas marinhas nas praias do município. A categoria Cultura reconheceu a iniciativa valorosa do empresário Gustavo Tittoto em recuperar e entregar o novo Centro de Cultura de Gostoso à população. O premiado em Cidadania foi o professor de Karatê, Cristiano Nunes, e seu trabalho social através do esporte que forma novos cidadãos e cidadãs, além de trazer reconhecimento para a cidade em competições estaduais. Esse ano teve um 5º troféu, uma homenagem especial concedida à Elizabete Marinho (RJ) por seu incentivo e contribuição às ações do CDHEC e Espaço TEAR.

As atrações culturais entrecortaram a entrega dos prêmios e dinamizaram o evento. As apresentações musicais dessa noite ficaram a cargo do grupo instrumental SóMelodia, projeto mantido pela AMJUS, e da banda de forró pé-de-serra de Dedé de Malária, que encerrou a cerimônia. No audiovisual foram exibidos os filmes “10 Anos do CDHEC” e “O Contador de Causos”, ambos produzidos na cidade. O teatro trouxe Mateus e Catirina, interpretados por Suanes Silva e Fernando Miranda, membros do grupo Nois na Rua, do Espaço Espaço TEAR. A apresentação de dança foi do grupo Dançarte, da ONG Aslírio. E as poesias foram declamadas por Cinthia Matos e Maria Auxiliadora, do CDHEC.

A Revista Guajiru nº 4 foi lançada em clima de festa, com direito a coquetel e animação musical no saguão do Centro de Cultura de Gostoso. O público aguardou ansioso para pegar seu exemplar após o discurso do editor da publicação, Alessandro, que encerrou o evento e concluiu oficialmente as atividades relacionadas a 2014 do CDHEC. A noite contou ainda com debate de abertura sobre cultura, promovido pela Fundação José Augusto e comandando por Rodrigo Bico, atual presidente da instituição.

A Revista Guajiru nº 4 foi publicada graças ao importante apoio da empresa de energia eólica Voltália / Copel e de empresários locais que veicularam anúncios publicitários nas páginas da publicação. O evento de lançamento e entrega do prêmio contou com apoio da Prefeitura Municipal, Rádio Gostoso FM e Maria Maré Moda e Artesanatos. O CDHEC e Espaço TEAR dispõem do apoio cultural da Pousada dos Ponteiros e da Prefeitura de São Miguel do Gostoso.

Galeria de Fotos

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O brilho do “Oscar” no apagar das luzes

QUINTO DIA: Apesar de blackout atrapalhar um pouco os planos, Mostra de Cinema tem filme coroado por indicação brasileira no Oscar 2015 como principal atração da noite.

Uma palavra que resume o quinto dia da Mostra de Cinema, nesta segunda (18), é tranquilidade, o único detalhe mais tenso foi o blackout que paralisou por alguns minutos a Mostra Competitiva. O gerador teve que ser ligado para sanar o problema, mas a cidade ficou com uma capacidade baixa de eletricidade que ocasionou em luzes fracas nas residências e ruas no escuro.

Porém, a noite também foi marcada pelo filme brasileiro indicado para a pré-lista do Oscar 2015. “Hoje Eu Não Volto Sozinho” contou a história de um menino cego que se apaixona por outro menino. De maneira bem simples e envolvente trata homossexualismo e deficiência com grandes doses de naturalidade, afinal deveria ser tratada assim mesmo. O público “quebrou o protocolo” e aplaudiu a obra em dois momentos e não apenas no final, como já virou rotina na Mostra.

Pela manhã tivemos a Sessão Infantil, destacando o conhecido curta “Calango” do diretor Alê Camargo, já de tarde o destaque foi a obra potiguar “Sailor” do Victor Ciriaco. Os curtas da noite também foram bons, assim como o outro longa metragem “Ela Volta Na Quinta” que fechou os trabalhos. Uma curiosidade é que este longa foi gravado com a família original e a esposa verdadeira do autor André Novais Oliveira.

O Contador insere você dentro da Mostra de Cinema e já vai se aquecendo porque nesta terça vamos conhecer os vencedores da Mostra!

Até lá!

Fonte: O Contador de Causos. (Ailton Rodrigues - CDHEC / Espaço TEAR)
Foto: Pedro Corso de Albuquerque (CDHEC / Espaço TEAR)

Pra cabra nenhum botar defeito



QUARTO DIA: Mostra de Cinema tem dia marcado por encanto nas obras nordestinas e pela marca conquistada de 50 horas de programação.

A Mostra de Cinema de Gostoso já tinha o que comemorar, mas ganhou um motivo a mais para concluir a festa nesse último domingo (16), isso porque a programação entre debates e sessões bateu a marca de 50 horas.

Além disso os filmes que mais chamaram a atenção do público foram os nordestinos, que já vem recebendo elogios pelo avanço significativo na construção das suas obras. Na Mostra Panorama além de todos os maravilhosos curtas, foi o único longa da tarde, chamado “Tatuagem”, que roubou a cena. O pernambucano Hilton Lacerda retratou a realidade da arte em meados de ditadura militar com direito a polêmica e tudo.

A noite na Mostra Competitiva o público foi imerso em cinco grandes obras de três estados (Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Norte). “Marina Não Vai a Praia” foi singelo ao ter como protagonista uma menina com síndrome de down e o detalhe é que ela chegou a falecer depois da obra finalizada, causando comoção na leitura da dedicatória do curta. Na sequência, o enigmático “Deserto Azul” que tem cenas gravadas no deserto do Atacama no Chile.

Já na segunda sessão da noite tivemos o curta potiguar “O Menino do Dente de Ouro” que retratou o despertar da adolescência em um menino por meios um tanto ilegais. No “Poeira de Prata no Escuro do Quarto” foi revelado que é importante ter um sorriso no rosto.

No fechamento da noite, o ápice com o longa “A História da Eternidade” que já vinha com o detalhe de ter a maior duração desta edição da mostra com 120 minutos, e simplesmente encantou o público fazendo mergulhar no sertão pernambucano carregado de crenças, preconceitos e músicas maravilhosas.

Outro grande detalhe do filme é a qualidade da fotografia que de maneira impar colocou o espectador na realidade nordestina, méritos ao diretor de fotografia Beto Martins. Ele disse em entrevistas anteriores que havia se inspirado nas cores das pinturas de Caravaggio, do século XVI.

A Mostra de Cinema está transformando a rotina das pessoas em São Miguel do Gostoso e o Contador de Causos está junto para contar a você todas essas histórias.

Até a próxima!

Fonte: O Contador de Causos. (Ailton Rodrigues - CDHEC / Espaço TEAR)
Foto: Pedro Corso de Albuquerque (CDHEC / Espaço TEAR)

Haja estômago

TERCEIRO DIA: Mostra de Cinema tem o tão esperado filme de terror “A Noite do Chupacabras”. Na prévia, grandes obras premiadas causaram comoção e alegria.

Parece que a Mostra de Cinema de Gostoso, apesar de todas as novidades, tem “ingredientes” que nunca podem sair da “receita” de sucesso do evento. Mesmo que um desses “ingredientes” venha junto com muito sangue, partes de corpo mutiladas e vômito. Esse é o caso dos filmes do cineasta Rodrigo Aragão, que pelo segundo ano seguido virou marca registrada do evento.

Na noite da sexta-feira (15), o filme mais esperado dessa primeira metade da Mostra foi o longa “Noite do Chupacabras” que desta vez foi colocado na categoria Sessão Especial e continuou sendo exibido na Praia do Maceió. O atraso mais uma vez foi visto, porém não atrapalhou tanto como no segundo dia, desta vez as sessões terminaram as duas da manhã.

O capixaba consegue criar seus filmes sem incentivos fiscais, com uma verba que não passa de 200 mil reais, que é relativamente barato em comparação a tantas outras obras, e sem atores conhecidos nacionalmente. Mas independentemente disso ele consegue arrancar o grito e o sorriso dos espectadores nessa mescla que só ele sabe fazer com o “terror-cômico”.

Porém a noite começou bem antes, a prévia do filme de terror teve várias obras já consagradas pelo país, como o longa “Branco Sai, Preto Fica” que contando a história de três homens, onde dois deles são marcados por um acidente que muda suas vidas e o outro vem do futuro investigar o acontecido, consagrou Adirley Queirós que faturou nada menos que 11 prêmios no Festival de Brasília deste ano, por este filme.

Ao curtas “A Chamada” e “Sophia” se tornaram grandes quando o assunto foi envolver os espectadores com histórias simples e singelas.

O outro longa da noite foi “O Último Cine Drive-In” que emocionou muitas pessoas com a história de um filho tentando conquistar o sonho de levar sua mãe, em estado terminal de câncer, para assistir no drive-in de Brasília, o último do país.

Já percebeu que não dá para piscar nessa Mostra de Cinema, né? Então fique com a gente no Contador de Causos que vamos contar absolutamente tudo para você.

Até a próxima!

Fonte: O Contador de Causos. (Ailton Rodrigues - CDHEC / Espaço TEAR)

sábado, 15 de novembro de 2014

Pensando fora da caixinha

SEGUNDO DIA: Mostra de Cinema é marcada no segundo dia por filmes que fogem do “padrão” na Mostra Competitiva e um polêmico filme de temas fortes na Mostra Panorama.

O segundo dia da Mostra de Cinema de Gostoso, nessa sexta-feira, 15, foi marcado por filmes que o público não é acostumado a ver. São linguagens novas desenvolvidas pelos cineastas das obras que causam até estranhamento em alguns espectadores, por isso a frase “não entendi quase nada” foi frequente, o que não quer dizer que alguns não caíssem no gosto do pessoal.

Começando pela Mostra Panorama, o grande destaque foi o filme “Praia do Futuro” que mostrou a relação de dois homens após um acidente que envolvia um destes. O filme tinha cenas fortes e chamou atenção pela história que envolvia não apenas homossexualismo, mas também o abandono familiar. Emocionou algumas pessoas inclusive.

A noite na Praia do Maceió, o documentário “Dominguinhos” foi uma das belas surpresas da noite. A história do cantor mostrada em forma de música de alto nível e narrada por ele próprio foi de uma delicadeza e de experiências sensoriais.

“História Natural” foi um curta que não tinha palavras, apenas som. “Abraço de Maré” foi mais um curta, a obra potiguar contou a história de uma família ribeirinha que vive em uma casa de taipa as margens do Rio Potengi.

O longa “Rio Cigano” foi uma ficção que contava a história de duas meninas ciganas separadas na infância e prendeu os espectadores na gigantesca tela da praia. Para finalizar o esperado “Sem Pena” do coordenador da Mostra, Eugênio Puppo, mostrou com muita clareza a realidade carcerária do país provocando reflexões em quem assistiu.

O único detalhe negativo foi que o atraso na exibição na praia, influenciou na presença do público na última sessão que acabou se prolongando até a madrugada.

O Contador de Causos estará de olho na Mostra de Cinema e conta tudo para você, até à próxima!

Fonte: O Contador de Causos. (Ailton Rodrigues - CDHEC / Espaço TEAR)
Foto: Pedro Corso de Albuquerque (CDHEC / Espaço TEAR)

Tudo certinho!



PRIMEIRO DIA: Expectativas da estreia da Mostra de Cinema foram superadas e mais uma vez filmes da “casa” fizeram sucesso.

Foi um dia de grandes emoções nesta quinta-feira, 13, afinal foi dado o pontapé para uma maratona de seis dias e 62 filmes da Mostra de Cinema do Gostoso. Como a primeira impressão é a que fica, os organizadores do evento foram então categóricos nesse ponto, o telão foi maior do que no ano passado e o tablado que suporta o público nas areias também cresceu.

Gostoso mais uma vez foi o destaque do estado com direito a link ao vivo para emissoras de TV e grande público, cerca de 1500 pessoas (número estimado) foram as areias da praia do Maceió que é o principal palco da Mostra.

Mais voltando a cerimônia, toda espera de pouco mais de uma hora valeu a pena, os anfitriões eram o cineasta Eugênio Puppo e seu fiel escudeiro Matheus Sundfeld, junto com eles vimos um aperitivo dos filmes selecionados e ainda certificaram os alunos do curso audiovisual que mostrariam os frutos da jornada de estudos naquela noite.

“De fato o que nos move a fazer tudo isso aqui são esses alunos”, disse Puppo ao anunciar os alunos para receberem seus certificados.

A sessão então teve início com os filmes de Gostoso, ambos curtas-metragens, primeiro foi o “Entre Lonas”, uma comédia que contou de forma leve o polêmico assunto do trabalho infantil, tão comum no nordeste, na sequência o documentário “Promessas” que tratava do Marco da Praia dos Marcos, fonte de grande religiosidade que foi deslocado para Natal nos anos 70 causando impactos culturais. Claro que foram ovacionados pelo público presente.

Para fechar a noite o longa-metragem que abriu os trabalhos da Mostra Competitiva. Coube “A Luneta do Tempo”, do estreante cineasta e renomado cantor, Alceu Valença mostrar como se faz um faroeste brasileiro ser amado pela crítica. O filme se passa no nordeste remetendo a história de Lampião e possui uma elogiável trilha musical que apenas define e assina em baixo um forte candidato de ganhar o Prêmio Câmara Cascudo, dado ao mais votado nessa Mostra.

Mais é só o começo, a Mostra de Cinema de Gostoso ainda nos reserva muitas emoções! Hoje, sexta-feira (14), a Mostra tem programação cheia a partir das oito horas com as sessões infantis no Centro de Múltiplo Uso, segue com a Mostra Panorama as 15 horas e por fim a Mostra Competitiva as 19 horas na Praia do Maceió.

Fonte: O Contador de Causos. (Ailton Rodrigues - CDHEC / Espaço TEAR)
Foto: Assessoria de Imprensa da Mostra de Cinema de Gostoso
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quinta-feira, 29 de maio de 2014

CinePONTO Distritos leva cinema a Antônio Conselheiro



Na noite do dia 24 de maio, o projeto CinePONTO Distritos foi a Antônio Conselheiro comunidade de São Miguel do Gostoso/RN. O Cine Ponto exibiu o curta-metragem “Ilhas das Flores” e o longa “Wall-E”, os dois filmes tem como objetivo a conscientização ao meio ambiente.

Às 19h40, as cadeiras do Espaço Shalom – local que recebeu a sessão de cinema – começaram a ser ocupadas por jovens, idosos e a grande maioria de crianças. Então já era hora de iniciar a primeira exibição.

Fernando Miranda deu a partida inicial, dando boas vindas ao público, apresentando o projeto e explicando o objetivo dos filmes, logo após o Alessandro Amaral tomou a palavra falando dos apoiadores do projeto.

Às 20h, o filme “Ilha das Flores” vai ao ar com duração de apenas 15 minutos. Então vamos ao momento mais esperado: o filme “Wall-E”. Com gênero de animação e duração de 98 minutos, o filme tirou gargalhadas do publico e fez muita gente se apaixonar pela magia do cinema.

Após a última sessão, uma espectadora relatou que os filmes exibidos serviram de total conscientização a população da comunidade, pois “o que fazemos hoje será o futuro de amanhã” e ainda acrescenta que todos que estavam ali saíram com um pensamento preservador ao meio ambiente.

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Texto: Rozangela Modesto
Edição e fotos: Alessandro Amaral

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

CDHEC, 10 anos semeando direitos humanos, cultura e cidadania


A cidade de São Miguel do Gostoso (RN), distante 100 km de Natal, festeja os 10 anos da ONG CDHEC (Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania) no dia 5 de outubro com programação cultural na sede do Ponto de Cultura TEAR. O evento reúne música, teatro, mamulengos, fotografias, vídeos e muita alegria para comemorar uma década de trabalhos culturais e socioambientais na região do Mato Grande.

Prevista para começar às 19h, a festa dos 10 anos do CDHEC traz atrações diversificadas, como roda de contação de histórias apresentada pela Cia. de Artes Trotamundos, e Show de Mamulengos com Heraldo Lins e Emanoel Amaral. O grupo de teatro Nois na Rua, do Ponto de Cultura TEAR, encena a peça “Será que hoje meu boi não sai?”, para animar a noite.

O Espaço TEAR recebe exposição fotográfica que o embeleza com imagens de São Miguel do Gostoso, através das lentes dos alunos das oficinas de jornalismo e fotografia, além de fotógrafos convidados. Um pouco da história do CDHEC será contada através de pequena mostra de vídeos, com registro das atividades e momentos pitorescos. As crianças da oficina de música interpretam clássicos em flauta e violão.

Quem embala a noite é a banda Substância Zero (Gostoso), com muito pop rock para animar o público. Também são aguardadas intervenções culturais espontâneas, que envolvam música, poesia, teatro e a criatividade dos artistas presentes. O Espaço TEAR está localizado a Rua dos Arrecifes, s/n, próximo ao Restaurante Macambira, no bairro do Maceió.

O CDHEC é responsável pelo Ponto de Cultura TEAR desde 2009 e atua em São Miguel do Gostoso desde 2007. O financiamento do projeto é do Governo Federal, através do Ministério da Cultura, e do Governo Estadual, por meio da Fundação José Augusto e Secretaria Extraordinária de Cultura. A ONG conta com apoio cultural da Pousada dos Ponteiros e Prefeitura Municipal de Gostoso. Incentivo cultural da Rádio Gostoso 87,9 FM.

Informações: tearcultura.org.br / tearcultura.blogspot.com.br / (84) 9424-2769

quarta-feira, 12 de junho de 2013

CDHEC oferece novas oficinas no Espaço TEAR

A comunidade de São Miguel do Gostoso recebe novas opções de oficinas técnico-profissionalizantes no Espaço TEAR a partir do mês de junho. Entre as atividades, estão previstos cursos de karatê, produção cinematográfica e dança de rua. Essa última já em andamento desde o dia 25 de maio. As inscrições são gratuitas.

O CDHEC promove a cidadania e os direitos humanos através da valorização e capacitação de jovens e adultos no município de Gostoso e seus distritos desde 2007. Como parte da ampliação dessa oferta, o Coletivo abre novas turmas e cursos. O trabalho voluntário de pessoas engajadas com o bem coletivo e a justiça social se faz importante no desenvolvimento da comunidade.

A Oficina de Dança de Rua, popularmente chamada de “hip-hop” entre os jovens gostosenses, teve início no dia 25 de maio, sob a coordenação do professor Emanoel da Silva Soares, conhecido como Neo. As aulas acontecem aos sábados pela manhã, das 9h30 ao meio-dia, voltadas ao público jovem. “Ensinamos todas as pessoas interessadas a dançar os passos do hip-hop, desde que sejam a partir dos 7 anos de idade em diante”, avisa Neo, que pratica desde 2003 e fez parte do grupo “Arte Hits” durante 4 anos em São Miguel.

Para o mês de junho, o CDHEC prevê o início de mais duas oficinas. As aulas de Karatê serão ministradas pelo professor Kleverson Cardozo, de Natal, e são voltadas à população de baixa renda de Gostoso. O faixa preta já desenvolve trabalho voluntário semelhante no bairro das Quintas, na capital potiguar, e visitará São Miguel para conhecer seus novos alunos no sábado, 29. Os interessados devem comparecer ao Espaço TEAR neste dia pela manhã e obrigatoriamente serem de famílias simples.

O produtor e cineasta italiano, Franco Ferioli, possui diversos trabalhos realizados como repórter freelancer para TV internacional, em países como Suíça, Grécia, Japão, Marrocos, Palestina, Eslovênia, Hungria, entre outros. Em visita a Gostoso, Franco visitou o TEAR e, encantado com a proposta do Espaço, ofereceu seu trabalho voluntário em oficina de produção cinematográfica. A previsão de início é rápida, pois pretende viajar à sua cidade natal dentro em breve. A turma é aberta a pessoas a partir de 14 anos.

Todos os interessados em participar das novas atividades do Espaço TEAR devem procurar Cinthia Matos, coordenadora do projeto e se inscrever gratuitamente. Os horários e dias das oficinas serão decididos entre os professores e alunos. As aulas de dança de rua ainda estão com vagas abertas. O TEAR é um Ponto de Cultura, e conta com apoio do Governo Estadual e Federal, através da Fundação José Augusto, Secretaria Extraordinária de Cultura e MinC. O CDHEC tem apoio cultural da Pousada dos Ponteiros, Cianet Internet e Prefeitura Municipal de São Miguel do Gostoso.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Cinema, Teatro de Rua e Poesia Visual: CinePONTO Debate esquenta noites de sábado


Duas histórias de vida marcadas pelo cinema e ativismo social. Foi isso que o público de São Miguel pode conhecer neste sábado (18), durante o CinePONTO Debate promovido pelo CDHEC no Ponto de Cultura Espaço TEAR. Os cineastas convidados, Maíse Gomes e Buca Dantas, deram seus depoimentos e contaram um pouco sobre o processo de produção dos filmes exibidos nesta noite.

O terceiro convidado, Teotônio Roque, não pode comparecer ao evento por motivos pessoais, no entanto se propôs a voltar à cidade em outra ocasião para conversar com a comunidade sobre os assuntos propostos. O tema desse CinePONTO Debate é “Cinema e a preservação da memória histórica através de documentários realizados no RN” e para ilustrar suas falas, os convidados apresentaram os filmes “Vamos fazer teatro de rua?”, produzido por Maíse, e “Perdição”, de Buca Dantas.

Após a projeção dos filmes, Buca abre a conversa com o público e fala da retomada do Cinema Processo, que é “a constatação de que é possível realizar filmes com características verossímeis aos atores sociais de determinada região/sociedade/povo”. O filme “Perdição” tem a participação da atriz potiguar, Titina Medeiros, e apresenta enredo com pouco diálogo entre os atores e uma estética próxima a poesia visual.

Maíse compartilhou sua experiência de fazer escola de cinema em Havana (Cuba) e de filmar movimentos sociais e trabalhistas. A cineasta destacou a de valorizar os temas locais e se emocionou ao citar o parceiro de trabalho, Lula Barbosa, já falecido. Em sua trajetória profissional, fez parte da TV Memória Popular e TV Comunitária da Cidade da Esperança.

As intervenções do público, trazendo perguntas ou contribuições para o debate, sempre enriquecem a noite. Rodrigo Ribeiro e Fábio dos Santos fizeram colocações importantes, destacando a importância do teatro de rua na redemocratização do país e foram citados alguns episódios da história recente que possuem poucos registros, que pouca gente conhece. “É como se o mundo começasse hoje e não houvesse memória”, afirmou Fábio.

Para Buca, esse cinema novo se deve a vertiginosa evolução dos equipamentos de produção e ao acesso proporcionado pela política do Governo Lula aos Pontos de Cultura até os dias atuais. “Antes do Governo do PT, cineastas, artistas, realizadores não tinham espaço para trabalhar”, declarou.

CinePONTO Debate acontece mensalmente e é realizado pelo Ponto de Cultura TEAR, com apoio da Fundação José Augusto, Secretaria Extraordinária de Cultura, Governo Estadual e Governo Federal. O evento conta ainda com apoio cultural da Pousada dos Ponteiros, Cianet Internet e Prefeitura Municipal de São Miguel do Gostoso.















quarta-feira, 15 de maio de 2013

CinePONTO Debate traz cinema e registros históricos do RN

A cidade de São Miguel do Gostoso recebe mais uma edição do CinePONTO Debate neste sábado, 18 de maio, no Espaço TEAR. O evento apresenta curtas-metragens e discute com a população sobre cinema e a preservação da memória histórica no RN, a partir das 19h, com convidados vindos de Natal.

O CDHEC (Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania) promove mais um encontro em torno da sétima arte. Dessa vez os convidados para o debate são os cineastas Teotônio Roque (Olhares), Buca Dantas (Micromundo) e Maíse Gomes (Cenarte). Cada realizador apresentará uma obra de sua autoria durante o evento.

Na programação está prevista a exibição de produções potiguares como “Vamos fazer teatro de rua?”, produzido pela TV Memória Popular e Lula Barbosa, e “Ciranduís 20 anos”, realizado pelos Pontos de Cultura Em Cena Ação e Lumiar, com produção da ONG Olhares. Cada filme tem duração entre 11 e 16 minutos.

O tema desse CinePONTO Debate é “Cinema e a preservação da memória histórica através de documentários realizados no RN”. As obras projetadas durante o evento tratam de teatro de rua e apresentam momentos distintos da história artística potiguar, retratando o trabalho dos consagrados grupos Alegria-Alegria (Natal) e Cia. Cultural Ciranduís (Janduiz). 

O CinePONTO Debate tem entrada gratuita e é realizado pelo Ponto de Cultura TEAR, com apoio do Governo Federal e Estadual, através da Fundação José Augusto, Secretaria Extraordinária da Cultura e MinC. O evento conta com apoio cultural da Pousada dos Ponteiros, Cianet Internet e Prefeitura Municipal de São Miguel do Gostoso.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

CinePONTO Debate estreia com filmes sobre Educação Popular no RN


Cinema, palestras e debate sobre Direitos Humanos e cidadania permeiam o CinePONTO Debate, projeto desenvolvido pelo CDHEC (Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania) em São Miguel do Gostoso/RN. A primeira edição do evento aconteceu sábado, 6 de abril, com a participação especial de Padre Fábio dos Santos, Roberto Monte e José Antônio.

O CinePONTO Debate do mês de abril aborda temas ligados a Comissão da Verdade, Ditadura Militar e Educação Popular. Para isso, o CDHEC convida especialistas estudiosos dessas áreas a conversarem com a população gostosense. O evento inicia às 19h30 reunindo bom público no Ponto de Cultura TEAR.

Entre os filmes exibidos nesta noite está “De Pé no Chão Também se Aprende a Ler”, que retrata a experiência em Educação em Direitos Humanos realizada pelo ex-prefeito de Natal, Djalma Maranhão. Outra película apresentada no CinePONTO Debate é “As 40 horas de Angicos”, que fala do trabalho de alfabetização popular desenvolvido por Paulo Freire no município do RN.

O professor de história, José Antônio, explica ao público o que foi o golpe de 1964 e o contexto vivido durante a Ditadura Militar. “Qualquer agrupamento de pessoas era considerado ato subversivo. Reuniões como essa em que estamos hoje era motivo para sermos todos presos”, exemplifica. “Imagine querer tirar as pessoas do analfabetismo e fazê-las enxergar o momento absurdo da história em que vivíamos? Foi o completo cerceamento da liberdade popular”, pondera o professor.

Roberto Monte, coordenador do CDHMP (Centro de Direitos Humanos e Memória Popular), reafirma a importância da Comissão da Verdade RN para o esclarecimento dos fatos e responsabilização dos culpados pelos crimes cometidos naquele período. “Revelar ao mundo o que aconteceu é dever das autoridades e saber os detalhes é direito do povo. Muita gente boa desapareceu sem deixar vestígios e muitos parentes não têm notícias até hoje”, explica Roberto.

Em sua fala, Padre Fábio exalta as iniciativas pioneiras realizadas por Djalma Maranhão e Paulo Freire e lança o desafio de trabalharmos com a mesma paixão na comunidade de São Miguel. “Precisamos envolver as pessoas nesse bonito e importante trabalho de promoção dos Direitos Humanos e Cidadania. O povo deve saber que sua vida não precisa ser medíocre, a não ser que eles queiram. Mas mesmo assim, é preciso esclarecer até onde podem chegar ao exercer sua cidadania”, provoca Fábio.

O público participa com perguntas e expressa suas opiniões no CinePONTO Debate. A professora e diretora escolar, Ana Célia Neri, revela a situação enfrentada pela Educação no município e a dificuldade em manter os alunos nas instituições de ensino. “Alguns programas do governo, para minimizar a evasão escolar, oferecem material de qualidade e recursos para aquisição de equipamentos, mas não valorizam o trabalho do professor, que é peça importante nesse processo”, desabafa.

O jornalista, Teotônio Roque, membro da comissão nacional dos Pontos de Cultura, pede a palavra e elogia a iniciativa do CDHEC em promover evento tão importante e construtivo para a comunidade. “Muitos de vocês saem daqui hoje com uma semente plantada na cabeça. Deixem florescer e não cessem o debate sobre esses assuntos. É importante a construção participativa de uma nova realidade e cabe a nós tornarmos isso possível.”

Selando a parceria entre o CDHEC e CDHMP, Roberto Monte doa kit-biblioteca contendo diversas publicações sobre Direitos Humanos e Cidadania, além de uma completa videoteca, contendo cerca de 180 filmes, acessível à população através do acervo disponível no Espaço TEAR.

O CinePONTO Debate é a evolução do projeto CinePONTO, que oferece sessões de cinema gratuitas no TEAR. Dia 27 de abril o CDHEC apresenta o filme “Orquestra dos Meninos”, às 19h, para entretimento e reflexão dos espectadores. O próximo CinePONTO Debate está previsto para acontecer no dia 11 de maio sobre temas ligados a cinema e preservação da memória histórica através de documentários realizados no RN.

O Projeto TEAR é Ponto de Cultura e tem apoio da Fundação José Augusto, Secretaria Extraordinária de Cultura, Governo do RN e Governo Federal. O CDHEC é reconhecido por Lei Municipal e Estadual como instituição de utilidade pública, e conta ainda com apoio cultural da Pousada dos Ponteiros, CIANET Internet e Prefeitura Municipal de São Miguel do Gostoso.