terça-feira, 19 de julho de 2011

Curso de Direitos Humanos com Dermi Azevedo

O Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania – CDHEC, teve a honra de receber em seu Espaço Tear o Prof. Dr. Dermi Azevedo, Jornalista e Cientista Político, uma das pessoas responsáveis pela fundação do Movimento Nacional de Direitos Humanos, que estava visitando São Miguel do Gostoso e resolveu nos presentear com um riquíssimo curso de Direitos Humanos, nos dias 13, 14 e 15 de julho para os habitantes da comunidade.

A ocasião era perfeita, no dia 16 de julho, São Miguel completaria 18 anos de emancipação, e Dermi nos daria de presente uma aula de cidadania explanando o que é os direitos humanos; a importância de compreender esses direitos; qual a aceitação desses direitos; quem são os personagens que lutam por essas questões ou aqueles que perderam suas vidas nessa briga pelos direitos; e de forma geral como é vista e desenvolvida essas ações pelas grandes nações nos dias atuais.

O curso trouxe o tema: Direitos Humanos – o que você tem a ver com isso? Jovens, adultos e crianças participaram. O espaço era aberto para discussões sobre as questões trabalhadas no decorrer das aulas. Durante os três dias foram desenvolvidos trabalhos práticos e momentos de debate entre alunos e ministrante. Os alunos receberam um certificado concebido legalmente pelo CDHEC e com a valiosa assinatura de Dermi.

O curso foi muito produtivo, esclareceu vários conceitos sociais e éticos relacionado aos direitos humanos na sociedade. Dermi com seu vasto conhecimento e muitas experiências vividas na prática, deixou os alunos em alguns momentos paralisados com tamanho absurdo causado a nossos direitos e necessidades humanas.

O CDHEC agradece a esse grande homem, a sua esposa Elis Regina que colaborou muito no curso e ao engajamento de sua filha Fernanda. Estamos gratos a todos por essa maravilhosa contribuição com as ações socioculturais em São Miguel do Gostoso/RN.








sábado, 26 de fevereiro de 2011

Oficina de teatro Infantil




O Nós na Rua do Espaço Tear, iniciou na terça-feira dia 15 de fevereiro, a oficina infantil de teatro de rua para vinte e quatro crianças da comunidade de São Miguel do Gostoso. A oficina é ministrada durante três dias por semana – terça, quinta e sábado, a partir das 15h com duração de uma hora e meia.

Durante as aulas é desenvolvidas brincadeiras, exercícios de relaxamento e várias ações em conjunto no objetivo de aproximar as crianças através da amizade, para no futuro quando forem trabalhadas as peças teatrais, elas possam respeitar umas as outras.

Atualmente o único grupo existente de teatro em São Miguel do Gostoso é o Nós na Rua, mas, futuramente não será o único. O que torna a idéia ainda mais interessante, é que esse projeto está sendo criado e desenvolvido pelos jovens, sem a necessidade de um profissional de outra localidade e que possivelmente teria um grande custo para ministrar a oficina.

Há três anos os jovens do grupo de teatro vêm absorvendo conhecimentos na área teatral com profissionais formados na área artística. Peças e mais peças foram apresentadas na comunidade. Diversos exercícios e performance foram trabalhadas durante esse período. O grupo adquiriu certa bagagem para desenvolver esse trabalho. A oficina servirá de experiência para o grupo, que irão aprender ainda mais ensinando essas crianças.

A oficina é um espaço para a diversão, diálogo, disciplina, respeito, criatividade e muitos risos, isso faz da criança um valioso ser humano no futuro.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Hoje meu boi não sai


Na quinta-feira dia 27 de janeiro, às 21h na Madame Chita, o grupo de teatro de rua do Espaço Tear, o Nós na Rua, brilhou a luz de velas e luz de refletores em frente ao restaurante na praia do Maceió, com a peça - Hoje meu boi não sai. Uma apresentação cultural para os clientes que visitavam o estabelecimento e a população local presente, que muito se divertiram durante as narrativas, cantorias e atuação desses jovens protagonistas de São Miguel do Gostoso.

“Hoje meu boi não sai” é uma peça na qual seu enredo é voltado para discutir à cultura de massa e as culturas populares. A cultura de massa representa a preferência do povo, para compreender melhor essa cultura, precisamos apenas lembrar de alguns ritmos de Axé, Samba, Forró entre outros. No âmbito internacional temos alguns personagens que retrata bem essa preferência: Lady Gaga, Beyoncé, Rihanna e o mais novo fenômeno do momento, o jovem Justin Bieber. Não vamos esquecer que existi suas exceções...

O fato é que a tradicional cultura popular que passa de pai para filho, de geração em geração, desenvolvida pelos diversos povos no mundo todo, as músicas, as danças, os trajes e costumes de nossos antepassados, isso está se tornando banal por maioria dos jovens de hoje. Onde está à educação e os valores que recebemos de nossos avôs e conseqüentemente de nossos pais? Qual seria a cultura mais importante para nossos filhos e netos no futuro?

O legal é que nem todos os jovens admiram essa cultura de massa. São poucos os casos, mas na comunidade de São Miguel, podemos encontrar alguns jovens com esse perfil. Um bom exemplo é o teatro Nós na Rua. Um grupo de alunos do teatro popular de rua, que a cada peça dá um show de atuação e encantamento. Na mais recente apresentação, eles provaram porque são tão admirados pela população local e pelos visitantes que tiveram a oportunidade de assisti-los.

Quem viu a atuação do grupo com a peça – hoje meu boi não sai, sem dúvida percebeu o potencial artístico que cada um desses garotos possui. Outro grande fator que vale apena mencionar é a característica do texto contido nas peças encenadas por eles. É sempre de cunho educacional, cultural, ambiental e de justiça social. No intuito de orientar ou passar uma mensagem de confiança sobre o tema em destaque na apresentação.

A esses jovens artistas desejo muito sucesso, e que possam ser sempre vistos como referência para outros na comunidade, para que não se iludam com a cultura que vem se espalhando, a de massa. E possam se interessar pelos projetos sociais que são desenvolvidos na comunidade.

Em São Miguel do Gostoso temos Pastoril, Boi de Reis, revista Guajiru, banda de música, quadrilhas juninas e teatro de rua. Tudo isso, são culturas e projetos que devem ser valorizadas. Precisamos de alguma forma, contribuir para que isso não desapareça.